Patrimônio de pessoa física aumenta

Publicado em 11 de agosto de 2017 por Vanessa Pessoa


(DCI – Finanças – 11/08/2017)

Ernani Fagundes

O patrimônio financeiro de 68,4 milhões de clientes pessoas físicas – dos segmentos varejo tradicional e varejo alta renda – aumentou 4,92% no primeiro semestre de 2017 para R$ 1,628 trilhão, ante a cifra de R$ 1,552 trilhão registrada em dezembro de 2016.

A evolução representa um crescimento real de 3,74 pontos percentuais em relação a inflação oficial apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulada em 1,18% no período.

Segundo o presidente do Comitê de Varejo da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), José Rocha, mesmo a caderneta de poupança que registrava saques no início do ano passou a reagir no segundo trimestre. “Já se percebe uma estabilidade [na captação] e a poupança volta a ter atratividade com a queda dos juros”, assegurou.

De acordo com os dados divulgados ontem pela Anbima, enquanto o volume em caderneta de poupança cresceu 1,6%, para R$ 620,4 bilhões, no primeiro semestre, o patrimônio em fundos avançou 19,8% para R$ 487,90 bilhões em junho, ante R$ 407,1 bilhões em dezembro do ano passado.

Além do aporte maior em fundos de investimentos, Rocha citou a maior “preocupação” com a aposentadoria. O patrimônio em previdência privada evoluiu 10,8% no semestre, para R$ 680,90 bilhões.

Público afortunado – Em situação melhor, o patrimônio financeiro dos 115.087 clientes de private banking (milionários) cresceu 7,3% no primeiro semestre de 2017 para R$ 892,3 bilhões, ante o valor de R$ 831,6 bilhões registrados em dezembro de 2016.

“Consideramos um bom crescimento e ficamos satisfeitos. A maior parte disso é da valorização dos ativos de renda fixa e em bolsa de valores. O net new money [dinheiro novo] deve ter apresentado um crescimento em torno de 2%”, afirmou o presidente do Comitê de Private Banking da Anbima, João Albino Winkelmann.

Nesse segmento, o executivo confirmou uma participação maior (58,2%) dos multimercados em virtude do cenário da queda de juros na renda fixa.