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Banco Central reduz juros ao mesmo tempo que retira dinheiro do mercado

14/11/2017 / Categorias Banco

O Banco Central (BC) está recolhendo mais depósitos compulsórios das instituições financeiras em 2017, ao mesmo tempo que reduziu a taxa básica de juros (Selic) gradualmente para um patamar abaixo de dois dígitos.

Nos últimos 12 meses até setembro, o volume em depósitos compulsórios (obrigatórios) dos bancos para o caixa do BC subiu de R$ 426 bilhões – equivalente a 6,88% do produto interno bruto (PIB) – para R$ 472 bilhões, ou 7,28% do PIB.

Na poupança, a fatia recolhida pulou da média de 19% em setembro de 2016 (R$ 122,19 bilhões), para 23,6% em setembro de 2017, ou montante de R$ 164,33 bilhões, o que significa menor disponibilidade de recursos para o crédito imobiliário.

“Essa é uma crítica da Febraban [Federação Brasileira de Bancos], o BC está reduzindo a quantidade de dinheiro disponível para os bancos emprestarem. A parcela do PIB que volta à economia na forma de empréstimos é menor “, identifica a professora de economia do Insper, Juliana Inhaz.

Por outro lado, o mesmo Banco Central já reduziu a Selic de 14,25% ao ano em setembro de 2016, para 8,25% ao ano em igual mês de 2017, uma medida considerada expansionista. Atualmente, a Selic está em 7,5% ao ano.

“O BC adota uma política expansionista com os juros, baixando o custo de dinheiro, e outra contracionista no recolhimento compulsório. É um ajuste fino para não perder a mão no controle da inflação”, diz o diretor da L&S Capital, Fernando Baggio.

Na visão do professor de estratégia financeira do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-SP), Paulo Azevedo, neste momento de economia desaquecida, mesmo com o recolhimento do compulsório não está faltando dinheiro para crédito nas instituições.

“Os bancos estão emprestando menos do que deveriam. O BC está sendo prudente em enxugar a liquidez. E na minha avaliação, para o banco, o compulsório não é um problema”, considera Azevedo.

Com exceção dos depósitos a vista (45% de compulsório) que nada recebem da autoridade monetária, as instituições financeiras são remuneradas pelo recolhimento dos depósitos da poupança integralmente, e também pelos depósitos a prazo (ex. CDBs), sendo essas aplicações pagas pela taxa Selic diária.

Na avaliação do professor de finanças do Labfin da Fundação Instituto de Administração (FIA), Marcos Piellusch, apenas “teoricamente” seria o momento de o Banco Central começar a reduzir o volume de depósitos compulsórios.

“O controle da inflação não é uma tarefa que está totalmente cumprida, seria muito precipitado reduzir o compulsório. Os juros estão caindo, mas a situação do emprego está retomando de forma muito lenta. Não seria uma medida prudente dar mais crédito”, afirmou Marcos Piellusch.

A professora Juliana Inhaz, do Insper, observa que, historicamente, o volume de recolhimento obrigatório é considerado elevado no Brasil, em relação a outros países desenvolvidos. “O nosso banco central continuará conservador no curto prazo. Ao longo do tempo, com a inflação num patamar baixo, talvez possa se adequar mais ao mercado”, diz.

Por: Ernani Fagundes (DCI – Economia & política – 10/11/2017)

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