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Fabricantes de materiais preveem o fim do ciclo de baixa em 2018

27/11/2017 / Categorias Mercado de trabalho
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As vendas da indústria de materiais de construção devem interromper, em 2018, sequência de três quedas anuais consecutivas. Estimativa preliminar da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) aponta que o faturamento do setor ficará estável ou terá crescimento real de até 2% no próximo ano. Em 2017, a receita do setor caminha para retração de 5%, para R$ 160 bilhões. Descontada a inflação, o faturamento retorna a 2007.

O refinamento da projeção da Abramat para o próximo ano depende, segundo o presidente da entidade, Walter Cover, de mais clareza dos rumos do programa Minha Casa, Minha Vida com a mudança do ministro das Cidades – recentemente, Alexandre Baldy assumiu o cargo antes ocupado por Bruno Araújo – e da dimensão das reformas, principalmente a da Previdência e seus impactos nos gastos públicos. “O ritmo dos investimentos depende do cenário macroeconômico”, afirma Cover.

Em 2017, a piora do desempenho resultou da retração da venda, principalmente, de materiais de base para o canal construtoras – que inclui edificações e infraestrutura. A comercialização dos itens de base terá queda de 6,7% e a de acabamento, baixa de 3,4%. Cada segmento responde por metade do total. As vendas para o varejo crescerão 5%, enquanto as para o canal construtora cairão 15%. Historicamente, metade das vendas são direcionadas ao varejo, fatia que será de 57% neste ano.

Segundo o mercado, cimento e vergalhão foram os insumos que puxaram a queda da comercialização de materiais neste ano. Há expectativa de melhora das vendas desses produtos em 2018.

Após três anos de retração profunda no consumo brasileiro de cimento, o segmento já mostra otimismo para a partir do próximo ano. O presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna, diz que já se pode falar em expansão do consumo de 1,5% no próximo ano, frente ao desempenho de 2017. A projeção da indústria do cimento é de vender 54,2 milhões de toneladas neste ano, com queda de 6% em relação ao ano passado.

No caso de aços longos, a demanda parece ainda não ter atingido o fundo do poço. Desde 2013, são sucessivas as quedas no consumo aparente em decorrência da paralisia não só da construção civil como da pesada. Nos 12 meses até setembro deste ano, por exemplo, foram 7,3 milhões de toneladas consumidas do produto, 6,9% a menos do que o nível de 2016. Se comparado a 2013, o pico do setor siderúrgico, o recuo é de 38,7%.

Por outro lado, Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, vê sinais de que 2017 será o ponto de inflexão. Para isso, contudo, é importante que os projetos de infraestrutura saiam do papel, acrescenta, pois são os maiores gatilhos de procura por esse tipo de aço, como o vergalhão. “2018 vai ser outra conversa”, diz.

O segmento de revestimentos cerâmicos espera voltar a crescer no próximo ano. A Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmicas para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer) projeta alta de 3% a 5% das vendas domésticas, o que fará com que o volume se aproxime do de 2011, segundo o diretor superintendente, Antonio Carlos Kieling. “Nossa guinada depende da retomada da indústria da construção”, afirma.

Cimento e vergalhão foram os insumos que puxaram a queda da comercialização de materiais neste ano

As vendas internas de revestimentos cerâmicos cresceram 3,3% em outubro. Foi o terceiro mês consecutivo com alta na comparação anual, o que levou a Anfacer a revisar a projeção de vendas internas, em 2017, de queda de 4,7% para redução de 3,8%. O volume vendido de 680 milhões de metros quadrados, próximo ao de 2010, representa a terceira redução consecutiva. Até outubro, houve queda de 3,8%, retração que não foi maior, segundo Kieling, pelo aumento das vendas para o varejo.

A Anfacer projeta vendas totais 3,9% menores neste ano, como resultado de redução de 3,8% nas vendas domésticas e de 4,3% do volume exportado. Já a receita dos embarques crescerá 12%, devido à melhora do mix.

A fabricante de duchas, chuveiros elétricos, metais sanitários e purificadores de água Lorenzetti estima aumento de 8% a 9% no seu faturamento. A empresa registrou crescimento consecutivo nos últimos 15 anos, segundo o vice-presidente executivo, Eduardo Coli. Em 2017, a receita da Lorenzetti terá alta de 8%, para R$ 1,28 bilhão.

A Lorenzetti projetava crescer “dois dígitos baixos”, segundo o vice-presidente, o que não foi possível devido à demanda por parte das construtoras menor do que a esperada. O desemprego ainda elevado contribuiu para a meta não ser alcançada. “A temperatura média do inverno deste ano foi inferior à de 2016″, acrescenta Coli. As vendas da Lorenzetti se concentram no inverno.

A Tigre, fabricante de tubos, conexões, ferramentas para pinturas e de portas e janelas, estima aumento de 5,4% em volume e de 10,7% em receita no próximo ano. Até outubro, a empresa registrou crescimento de 3% em volume e de 4% em receita. A alta do volume será mantida e a da receita chegará a 5% no acumulado de 2017, segundo o presidente da Tigre, Otto von Sothen.

A estimativa para este ano era expansão de 4% em volume e 9% em faturamento. “Com a inflação baixa, não foi fácil repassar preços”, diz Sothen. Já as margens melhoraram devido ao incremento de custos de matérias-primas menor do que o esperado. Segundo o presidente da Tigre, a empresa ganhou 1,5 ponto de participação de mercado em tubos e conexões de PVC em relação ao ano passado.

Para atender à demanda de materiais para reforma e para novas construções, a Saint-Gobain projeta alta de 3% a 4% nos volumes vendidos de materiais de construção e aumento de 6% no faturamento em 2018. Neste ano, o volume ficou estável na comparação com 2016, ante a estimativa inicial de crescimento de 2% a 3%.

O presidente do grupo para Brasil, Argentina e Chile, Thierry Fournier, conta que houve expansão dos volumes vendidos até meados de maio, quando ocorreram denúncias envolvendo o nome do presidente da República, Michel Temer. “A partir daí, houve ruptura visível nas vendas de materiais de construção”, diz. Com a melhora do mix comercializado, porém, houve aumento de 2% a 3% do faturamento neste ano. A Saint-Gobain ganhou fatia de mercado e se expandiu geograficamente.

A fabricante de painéis de alumínio composto Projetoal elevou o faturamento em 4%, neste ano, para R$ 120 milhões, abaixo da estimativa de 10%. O diretor comercial, Jefferson Lousa, ressalta que o mercado de obras públicas está estagnado, o de edificações começa a melhorar e o de fachadas para comunicação visual está crescendo. Para 2018, a Projetoal estima expansão de 5% a 10%.

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