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Lançamentos somam 6,3 milhões de unidades entre 2008 e 2017

29/11/2017 / Categorias Mercado imobiliário
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Os lançamentos de imóveis residenciais e comerciais somou 6,3 milhões de unidades de 2008 a agosto de 2017, conforme o estudo “Cadeia de valor e importância socioeconômica da incorporação imobiliária no Brasil”, divulgado ontem. O levantamento foi realizado em parceria da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) com a Fundação Instituto de Pesquisas (Fipe).

Do total de lançamentos do período, imóveis do Minha Casa, Minha Vida responderam por 77,8% do total, o segmento residencial de médio e alto padrão por 20,7% e o comercial por 1,6%.

Em 2017, até agosto, foram lançadas 307 mil unidades no país. Para efeito de comparação, em 2013, pico do setor, segundo a pesquisa, os lançamentos somaram um milhão de unidades.

Já o pico do indicador de empregos foi registrado em 2014, com 2,5 milhões de postos de trabalho. Entre 2010 e 2017, a média anual foi de 1,9 milhão de vagas. Os empregos se concentraram em atividades relacionadas à indústria de transformação (19,7%), comércio varejista e atacadista (16,4%), construção (16,1%), agropecuária e produção florestal (10,9%).

Entre 2010 e 2017, o setor gerou média anual de R$ 19,7 bilhões em impostos. No período, a arrecadação chegou a arrecadaram cerca de R$ 157,4 bilhões.

Segundo Eduardo Zylberstajn, economista da Fipe, foram considerados impactos diretos, indiretos e induzidos da cadeia da construção. “As pessoas que trabalham nas obras recebem seus salários e compram produtos e consomem serviços”, disse o economista.

O presidente da Abrainc, Luiz Antonio França, afirmou que o crescimento do Brasil, em 2018, depende da aprovação da reforma previdenciária, ao ser questionado se a entidade espera expansão no mercado imobiliário no próximo ano. “Todos os setores serão prejudicados se não houver a reforma”, disse.

Para 2017, a expectativa de expansão pequena em lançamentos e vendas está mantida pela Abrainc, apesar das restrições de crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal, decorrentes da necessidade de o banco se adequar aos índices de Basileia. “Trabalhamos com a ideia de que a adequação será resolvida nas próximas semanas, nos próximos dias”, afirmou França.

Ontem, a Abrainc lançou a campanha “Do mesmo lado”, em que se propõe a mostrar que o incorporador está do mesmo lado da cidade, do país e de quem quer comprar um imóvel.

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