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Nova companhia prefere perder obra a fazer aditivo

14/12/2017 / Categorias Mercado imobiliário
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No novo modelo de negócio da construtora Camargo Corrêa, a empresa prefere perder obras a assinar contatos com projetos mal calibrados que demandarão aditivos no futuro. Por isso, recusou prestar serviço para uma empresa que vai disputar, na sexta-feira, o leilão de transmissão de energia.

O potencial cliente disse que, com um determinado desconto, fecharia a obra com a Camargo. "Mas eu não fecho. Não dá para fazer nesse preço. Sou responsável. Não quero ganhar o contrato e daqui a seis meses colocar um aditivo", afirmou o presidente da Camargo Corrêa Infra, Décio Amaral.

O executivo garante que a chave virou. A empresa pode perder o contrato hoje, mas, com a nova postura, ganha o cliente no futuro. A mudança na relação com o cliente integra as novas diretrizes da empresa, compostas ainda pela integridade, transparência, tolerância zero, e produtividade.

"Se conseguimos antever um problema com um eventual cliente, tentamos resolver antes. Isso vai ser um grande diferencial nosso", disse o executivo.

A mudança de atitude também ocorre em contratos de obras públicas. A Camargo Corrêa identificou uma discrepância entre o projeto e a planilha de quantidades de uma concorrência para construção das barragens de Pedreira e Duas Pontes, na bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, nos municípios de Amparo, Campinas e Pedreira (SP). A licitação está a cargo do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), órgão do Estado de São Paulo responsável pela gestão dos recursos hídricos paulistas.

"Fomos lá, questionamos, chegamos a ir ao TCE [Tribunal de Contas do Estado], pois quem ganhasse teria problemas que suscitariam aditivos ao contrato. A correção foi feita", disse Amaral.

A abertura das propostas para construção das duas barragens deve ocorrer nesta quinta-feira, informou o DAEE. Em nota, o órgão declarou que a licitação despertou interesse das empresas nacionais e estrangeiras que atuam no setor de construção pesada, "que apresentaram centenas de solicitações de informações sobre detalhes técnicos dos projetos, para que melhor pudessem detalhar suas propostas técnicas e financeiras".

Ainda conforme o órgão, diante da demanda de informações complementares, o processo de licitação iniciado em junho foi interrompido em setembro. A licitação foi retomada em 2 de novembro com a publicação de novos editais, um para cada barragem, "incorporando as informações solicitadas." As obras estão estimadas em R$ 740 milhões e a previsão é que sejam iniciadas no primeiro trimestre de 2018.

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