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Preços dos imóveis residenciais têm ligeira elevação

25/06/2019 / Categorias Mercado imobiliário , Economia
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(Sinduscon – Imobiliário – 25/06/2019)

Rafael Marko

O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), calculado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), registrou ligeiro aumento de 0,04% em fevereiro, na comparação com janeiro. Com isso, a variação acumulada em 12 meses até aquele mês voltou a registrar aumento, de 0,68%.

Os resultados são melhores que em janeiro, quando o IGMI-R permaneceu praticamente estável (variação de 0,01%) e o aumento acumulado de 12 meses vinha desacelerando desde dezembro, ficando em 0,62%.

Oito das dez capitais pesquisadas apresentaram estabilidade ou aumento. São Paulo teve variação de 0,10% em fevereiro, acumulando elevação de 1,26% em doze meses. Porto Alegre registrou a maior alta no mês, com 0,40%, enquanto Rio de Janeiro e Belo Horizonte apresentaram quedas, de 0,05% e 0,08%, respectivamente.

No acumulado de 12 meses, registraram declínios Rio de Janeiro (-0,88%, contra -1.07% no acumulado até janeiro) e Recife (-0,14%, contra -0,13% até janeiro).

Segundo a Abecip, as variações de preços em fevereiro representam  pequenas oscilações em torno de um patamar baixo de variações nominais, ainda inferior ao dos índices de preços ao consumidor no período.

Analisando a variação acumulada no primeiro bimestre do ano contra o último bimestre do ano anterior nos três últimos anos, a recuperação nos preços nominais dos imóveis residenciais neste início de 2019 não manteve o ritmo observado em 2018, de acordo com a entidade.

Os preços nominais em São Paulo variaram 0,10% no primeiro bimestre de 2019, acima da média de crescimento de 0,08% nas dez capitais, em relação ao último bimestre de 2018. Na mesma comparação de 2018 com 2017, o aumento nas dez capitais havia sido maior, de 0,15%.

Brasília e Salvador, nesta mesma base de comparação, saíram de variações negativas em 2018 para positivas em 2019. Fortaleza e Curitiba apresentaram aceleração nesta comparação bimestral em 2019. Nos casos do Rio de Janeiro e de Recife, apesar de estas variações serem negativas nos dois últimos anos, o ritmo de queda neste início de 2019 foi inferior ao de 2018.

Dentro do contexto geral de frustração em relação ao ritmo da retomada do nível de atividades neste início de 2019, o comportamento dos preços dos imóveis residenciais segue refletindo um mercado cuja recuperação é normalmente defasada com relação à da economia em geral, junto com o dos investimentos em ativos reais como um todo, conclui a entidade.   

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