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Tanure negocia sua entrada no capital da Gafisa

18/03/2019 / Categorias Mercado imobiliário
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(Valor Econômico – Empresas – 18/03/2019)

Chiara Quintão

O empresário Nelson Tanure negocia entrada no capital da Gafisa, segundo fonte próxima à companhia. Trata-se de investimento primário, conforme a fonte, e não de compra de fatia de 18,55% detida em conjunto pelas principais acionistas da incorporadora — Planner Corretora de Valores e Planner Redwood Asset Management Administração de Recursos.

O empresário ainda não possui participação na Gafisa e tem conversas com as principais acionistas da companhia para ingressar por meio de aporte em aumento de capital a ser realizado. Procurados, a Gafisa não comentou o assunto e Tanure não foi localizado por sua assessoria de imprensa.

Em setembro do ano passado, Tanure havia conversado, de acordo com fontes, com Mu Hak You, da gestora GWI — que era a maior acionista da Gafisa — sobre a possibilidade de aquisição de sua fatia na incorporadora.

Na noite de sexta-feira, a companhia divulgou que, em assembleia geral extraordinária (AGE) marcada para 15 de abril, vai eleger chapa para seu conselho de administração. Um dos nomes da chapa proposta pelas principais acionistas é, justamente, o de Tanure. Os demais são Augusto Marques da Cruz Filho, Demian Fiocca, André de Almeida Rodrigues, Roberto Portella, Antonio Carlos Romanoski e Thomas Reichenheim. Atualmente, o conselho é composto por Cruz Filho, Oscar Segall, Ana Maria Loureiro Recart (presidente e diretora financeira e de relações com investidores), Karen Sanchez Guimarães e Pedro Carvalho de Mello.

Outra fonte próxima à Gafisa ressalta que a companhia tem ativos de qualidade, como banco de terrenos e recebíveis, mas necessita de capital para suas necessidades de curto prazo. “A empresa é viável, tem uma marca forte e não necessita de recuperação judicial”, diz a fonte.

As acionistas pretendem contratar um banco ou uma consultoria para elaboração de novo plano estratégico de longo prazo para a Gafisa. Esse plano tem como objetivo “retomar o caminho de crescimento da Gafisa”, segundo fato relevante publicado na noite de sexta-feira.

A intenção é que a incorporadora consolide sua presença no segmento de média e alta renda e expanda a atuação para o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, para condomínios comerciais e industriais, para loteamentos e para o mercado imobiliário internacional.

Planner e Redwood propõem ainda o estabelecimento de parcerias público-privadas (PPPs) pela Gafisa para obras públicas como estradas, aeroportos, portos e desenvolvimento urbano. Também sugerem a atuação da companhia em construção ou compra de imóveis para locação de longo prazo para clientes internacionais, com possibilidade de associação a fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).

Para que a Gafisa possa “fazer frente aos seus novos desafios”, as acionistas propõem elevar o limite do capital autorizado da companhia das atuais 71.031.876 ações ordinárias para 120 milhões de ações ordinárias. A autorização para que o conselho avalie as melhores opções para a empresa captar recursos para dar suporte ao plano estratégico também será votada na AGE.

Outro ponto a ser deliberado na assembleia é a suspensão do exercício de direitos do acionista GWI Asset Management e dos demais integrantes do Grupo GWI. O GWI chegou a ter mais de 50,17% das ações da companhia em janeiro, mas não publicou edital de oferta pública de aquisição (OPA) da totalidade das ações de emissão da Gafisa.

Também na AGE, serão confirmadas as medidas para retirar as ações da Gafisa da New York Stock Exchange (NYSE) e para a mudança do programa de American Depositary Shares (ADRs) do Nível 3 para o Nível 1.

No fim de setembro, a companhia tinha alavancagem medida por dívida líquida sobre patrimônio líquido de 87,8%. Da dívida de R$ 960 milhões registrada no encerramento do terceiro trimestre, R$ 706 milhões venciam até setembro de 2020. Segundo fontes, os bancos estão mais abertos a conversar com a companhia sobre a possibilidade de liberação de recursos. A Gafisa vai divulgar os resultados do quarto trimestre e do ano passado no próximo dia 28.

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